CARNITINA
* CARNITINA *

        

    Carnitina . . . 

        A Carnitina é um dos suplementos mais utilizados hoje em dia, principalmente no verão, por aqueles que querem diminuir o percentual de gordura com o mínimo de esforço e sem restrições alimentares.

        A L-carnitina vem sendo comercializada por alguns fabricantes geralmente isolada ou adicionada a produtos com a conotação de que ela "queima" gordura, daí a expressão do inglês "fat burner"- "queimador de gordura". Mas, afinal, qual o papel da Carnitina?

        A L-carnitina foi descoberta em 1905, porém suas funções metabólicas só foram consideradas a partir de 1955 quando pesquisadores observaram que ela é responsável pelo transporte de ácidos graxos de cadeia longa (gordura) através da membrana das mitocôndrias, onde serão "queimados" para geração de energia. Quimicamente a Carnitina é definida como uma amina quaternária sendo hoje considerada por alguns autores como um aminoácido, por ser sintetizada no fígado e nos rins através de dois aminoácidos essenciais: lisina e metionina.

        Portanto, pessoas que apresentam uma dieta rica em alimentos de origem animal, cuja proteína é considerada de alto valor biológico - com todos os aminoácidos em quantidades e proporções ideais, podem obter a carnitina normalmente através da alimentação, o que já não ocorre com vegetarianos restritos e pessoas que fazem restrição calórica. Toda a Carnitina produzida ou consumida através da dieta é armazenada no coração e no músculo esquelético.

        A maioria dos estudos são taxativos na conclusão de que a suplementação de Carnitina não potencializa a utilização dos ácidos graxos e nem melhora a performance, pois para que a suplementação de Carnitina seja eficaz, os níveis de Carnitina no músculo devem estar aumentados e não foram encontradas alterações após a sua suplementação com 4 a 6g durante 2 semanas (quantidade média testada na maioria dos estudos). Um estudo, porém, observou um aumento da L-carnitina muscular após 6 meses suplementando 2g por dia.

        É importante frisar também que nenhum estudo até hoje foi realizado com o controle da dieta, o que nos faz concluir que mais pesquisas precisam ser feitas. Até porque, muitos usuários deste suplemento relatam que a Carnitina os levou a uma maior queima de gordura sem que tivessem intensificado o treinamento ou mexido na dieta. Como explicar isso? Seria meramente um efeito psicológico?

        Em 1972 foram encontrados casos de deficiência primária de L-carnitina numa síndrome caracterizada por fadiga muscular e cãibra após o exercício; e nestes casos alguns autores acreditam ser válida a suplementação.

        Além da dieta vegetariana e da restrição calórica citadas anteriormente, existem outros fatores que podem influenciar diretamente na disponibilidade de Carnitina:

·         defeito na biossíntese da Carnitina;

·         defeito na absorção intestinal;

·         defeito no transporte intra-celular;

·         excessiva perda urinária.

        Efeitos colaterais não foram relatados.

 

Texto escrito por Letícia Azen Alves.

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